quarta-feira, 6 de abril de 2011

Batida Desigual

Se deixou sorrir
Vir a um mundo de cores
Como se aquele fosse 
O último instante

E fazê-lo valer
Fosse a unica forma de pagar
A dívida com a vida
Com O Grande

Sendo cruel dar Esperanças
Depois arrebatá-las
Como se entalhassem as iniciais em uma árvore
E nunca mais a apreciassem

A marca ficará
De um Ensejo já vivido
Mas não abençoado
Não concretizado

Com todas as mil surpresas
De um ritmo desvairado
De tão volúvel
Desigual

Igual ao órgão que suporta
Num corpo único 
Que contém o perfeito
E seu oposto
Clarissamtb

Um comentário:

  1. "Conter o perfeito e seu oposto". Adorei seu poema; uma linda percepção das contradições em que nos movemos...
    Beijo, flor.
    Estou com saudades por demais!!

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