domingo, 24 de abril de 2011

meu Rafa

Sempre Pequeno

Minha vida, meu herói
És o que ninguém será, jamais, em mim
O fim com sim
A certeza de amor, doçura
E, o contrário do torpor
Irei gravar em memória o teu primeiro sorriso
A tua primeira arte, na sintaxe dos anos
Não seria você se não fosse eu
Não seria eu se não fosse você
Ao seu jeito a gente vê
O esforço de ser normal
Mas entenda que ser diferente não é mau
É ser e pertencer a algo sólido
Que em tão pouco tempo não deixará ser abalado
Nem pela unica certeza que temos
Nem pelo maior horror que vemos
Será sempre assim, uma alomorfia
Mas construirá sua história como quem fia 
O mais precioso tecido
E como sempre direi, jamais será esquecido
Clarissamtb

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Sombra da Árvore


Vivendo e absorvendo
Como a Terra toma e suga a Água

Todas as dores de seus mimos
E como ela, necessitando dessa angústia, ou prazer

Para que a sobre-vida passe a fazer e ter
Algum sentido, por mais singelo que for

Mas diferente, piorando a Si
Afetando todas as mudas, flores e fauna à sua volta

Seus Frutos murcharam
O grande calvário se reverteu

Tirou-lhe a beleza, o frescor e a altivez
Restando apenas a Sombra
Clarissamtb

quinta-feira, 7 de abril de 2011

um presente

Feito com carinho e recebido igualmente. Obrigada pelo mimo!

A Primeira (E Unica) Bailarina

Em um par de dias abençoados
Fui presenteado com uma cura celeste para os olhos
Um rosto suave e viciante que serve como base,
de linhos dourados que cascateam belamente

E como se não bastasse (e nunca bastará),
Minha imaginação se fertiliza, quase que anabolizadamente
Para que eu sempre tenha o que conversar e poder vê-la sorrir.

Já passado o tempo, 
Ela me encanta cada vez mais, por ser movida pelo desejo do que passou
Ao contrário de mim, que sou movido pelo o que quero passar

Sequita no oco do meu peito,
Um receio de seguir minha vida sem ela,
Assim como o receio dela, de seguir a vida com medo.

Espero, de verdade, fazer desse desabafo transcrito,
Uma semente em seu âmago
Para que a faça parar de pensar em passar,
E que a faça me aguardar para tentar,
E consequentemente seguir.
Luan Rodrigues

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Batida Desigual

Se deixou sorrir
Vir a um mundo de cores
Como se aquele fosse 
O último instante

E fazê-lo valer
Fosse a unica forma de pagar
A dívida com a vida
Com O Grande

Sendo cruel dar Esperanças
Depois arrebatá-las
Como se entalhassem as iniciais em uma árvore
E nunca mais a apreciassem

A marca ficará
De um Ensejo já vivido
Mas não abençoado
Não concretizado

Com todas as mil surpresas
De um ritmo desvairado
De tão volúvel
Desigual

Igual ao órgão que suporta
Num corpo único 
Que contém o perfeito
E seu oposto
Clarissamtb