Hoje liguei o rádio, minutos depois começou a tocar uma música interpretada por Daniela Mercury. É incrível como sons, imagens, cheiros, trazem-nos as lembranças mais remotas. Quando, mais cedo, liguei o aparelho e escutei a forte voz de Daniela, lembrei da minha mãe, e da forma que me sentia quando, por ela, era convidada a dançar no meio da sala de estar, movidas por essa mesma melodia. Suávamos, brincávamos e riamos, como se essas fossem nossas principais preocupações. Sentia que ao lado dela, a 9 anos atrás, podia dançar para sempre, ser o que quiser, pois era somente "a filha", que só dava e recebia amor. E foi aí que me dei conta de como tudo era mais simples, sem os quilômetros separando nossos risos, cheiros e carinhos.
Apesar da saudade geral, da distância, tenho, e terei, uma força que é, e será, consequência da certeza de que quando voltar serei novamente "a filha", "a irmã", "a amiga", que dá e recebe amor. E reencontrá-los será como retomar o que fui e senti um dia, com mais coisas para compartilhar, e mostrar assim, o crescimento mútuo adquirido.
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