segunda-feira, 16 de maio de 2011

Furta-Cor


Não, suas unhas não estão pintadas
A cor que nela vemos é a cor da vida
Que percorre cada ação
E os sentimentos que dela decorrem


Se vê manchada
Não só suas unhas mas sua totalidade
Um borrão chamado vergonha
Que nos deixa ver o vermelho


Ela sujou suas mãos e intimidou
Com tinta, o livro mais velho e surrado da estante
O Dicionário


Podendo diluir significados e certezas
Adquiridos após longas jornadas
De auto-conhecimento e busca


Forma-se uma poça, daí surge
O medo, de surpreender-se
E conseguir vislumbrar algo novo e extraordinário


Mas tudo isso por consequências
Que pela primeira vez terão seu código
E seu próprio sentimento
Clarissamtb

30/03/2011


Pareceu ele, por sua vez
Mais esperto, mais maduro
Porém, senti
O mais simples ele não possuía
O que era essencial


Sendo instrumento de trabalho
O lápis para o escritor


Foi então que me ocorreu
Seu apogeu se deu pela maquilagem
Que o deixa transpirando insegurança
Mas que, novamente, transforma-o num artista
Ou em um pseudo-artista


Tive vontade de viajar com ele, como ele
Mas logo percebi que não queria uma mentira
Um mundo que não era meu, nem passaria a ser


Quero meus sonhos, meus amores e minhas dores
Não a maquilagem de outro, mas a minha pura verdade
Clarissamtb